Julho 21, 2019

As eleições e o discurso de ódio nas redes sociais

As eleições e o discurso de ódio nas redes sociais

E mais uma vez a história se repete: assim como nas eleições presidenciais de 2010 e 2014, neste ano de 2018, no último dia 7 de Outubro, bastou sair os resultados do 1º turno das eleições, que uma onda de mensagens foram publicadas contra nós nordestinos, devido ao candidato do PT ter recebido uma votação expressiva na região, o que levou ao segundo turno.

Antes que alguém me ataque, gostaria de enfatizar que nenhum dos candidatos que estão concorrendo a presidência, me representam. E mesmo se representasse, eu não usaria este blog para isso…

Neste período eleitoral, você com certeza se deparou com mensagens de preconceito e ódio nas redes sociais mas mesmo assim fiz questão de trazer algumas só para mostrar a que pontos chegamos:

Sou natural de João Pessoa e nordestino com muito orgulho e se falar que não me senti incomodado com essas mensagens, estaria mentindo. Entrar em redes sociais como o Facebook e Twitter neste mês é sinônimo de ser bombardeado o tempo todo com esse discurso de ódio e preconceito.

Hoje moro em São Paulo e digo para vocês que nunca fui vítima desse discurso de ódio e preconceito pelas pessoas que convivo. Não significa que não existe por aqui pessoas que fazem isso, mas não podemos generalizar se o povo do Sul ou Sudeste é isso ou aquilo, a verdade é que gente assim existem em qualquer lugar.

Para os bonitões e bonitonas que acham podem falar qualquer coisa nas redes sociais:

De acordo com a lei 7.716, criada em 1989, ações preconceituosas como essas pós-eleições são consideradas crime racial. A legislação determina pena de reclusão em regime fechado e multa. A determinação contempla atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religão ou procedência nacional (mobile.opovo.com.br).

Portanto, para combatermos juntos esse crime e preconceito, sempre que você se sentir ofendido ou se deparar com atos assim, denuncie! Para isso você pode usar o site da Safernet, do Ministério Público Federal, do próprio Twitter e/ou do Facebook.

Se queremos que o Brasil avance, não vai ser com esse discurso de ódio, preconceito e desrespeito que vamos conseguir!